domingo, 17 de janeiro de 2016

CARTA PARA VOCÊ





Preciso escrever sobre a mesma coisa. Necessito dizer que ando vivendo, me desgastando com cada acordar, mas valendo do amor que sinto pelos meus e que me é retribuído. A tua ausência ainda persegue meu caminhar, pois todo esforço que me proponho é para a minha felicidade de hoje, porém, no amanhã, eu já não sei mais se conseguirei viver sob alguma perspectiva para além das lembranças do que fomos nós. Tais recordações se tornam desfocadas, distantes, tua falta já é algo sem precedentes. A tua falta está comigo, como se ela já existisse antes de mesmo de um dia ter te conhecido. Por aqui secou tudo, igual ao nosso sertão, surge a vontade de chorar, mas as lagrimas são escassas, não consigo prolongá-las. Peço ao universo, rogo fervorosamente que me livre de vez do peso da tua ausência, assim como encontraste a leveza que tanto procurara. Eu sei que fui um peso de amor em tua vida, mas já passou, já fui. Agora, tu, antes peso de amor, tornaste peso de tudo aquilo que nunca mais vamos ser. 






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